Aceitar ou não todos os convites do LinkedIn?

Como prometido no último post, hoje falarei sobre um assunto que é polêmico e que gera muitas dúvidas em todos os usuários da rede LinkedIn: Afinal, devemos ou não aceitar a todos os convites que recebemos?

No próximo post fecho o raciocínio falando sobre quem devemos convidar. OK?

Há anos estudo o LinkedIn. Em um primeiro momento porque a minha então profissão, headhunter, exigia que eu dominasse todas as funcionalidades da rede para buscar profissionais para meus processos.

Porém, me apaixonei por essa ferramenta e continuei estudando, hoje com foco maior em como fazer um bom marketing pessoal e como potencializar seu uso em benefício próprio, seja para buscar emprego ou para fazer negócios.

Como parte dos meus estudos, leio diariamente todas as matérias que mencionam a rede e já me deparei com diversos artigos que falavam sobre aceitar ou não todos os convites que recebemos.

Eu, depois de ter lido exaustivamente sobre o assunto me declaro A FAVOR de sermos todos NETWORKERS RECEPTIVOS no LinkedIn.

✣ Por quê?

Simplesmente porque não acredito que devemos estar no LinkedIn somente para importar nosso porta-cartões físicos para uma plataforma virtual. Isso seria um desperdício de oportunidades, inclusive daquelas que nem sabemos que poderiam existir. 

Fosse assim o LinkedIn seria uma espécie de CRM ou de qualquer sistema de gerenciamento de contatos, mas ele não é. Ele é um site de negócios em formato de rede social. 

Sei que ainda existem muitas pessoas que dão importância unicamente para os relacionamentos próximos e pessoais.

Porém, a grande verdade é que os relacionamentos estão cada vez mais superficiais e virtuais, o que não quer dizer que os relacionamento pessoais e próximos sumiram ou perderam importância, eles só não são mais a única forma de se relacionar com efetividade.

Então pare de perder oportunidades e reveja essa crença limitante!

 

✣ Ser um networker receptivo para buscar empregos…

Se esta é sua intenção atual e você está usando o LinkedIn para isso, não ser um networker receptivo pode custar a oportunidade que você está buscando.

Parece mais claro que as oportunidades podem vir de profissionais de Recursos Humanos, headhunters e gestores de sua área de atuação. Talvez você não recuse tais convites de conexão por enxergar claramente uma chance, e você está certo.

Mas por quê você não aceitaria o convite de gestores de qualquer outra área? Ou de qualquer profissional, de qualquer empresa? Veja, você nunca sabe quem pode te apresentar para a pessoa certa na hora certa. E as pessoas não apresentam somente aqueles que conhecem bem, apresentam quem acreditam ter perfil para a vaga.

Exemplo: Se um profissional da área de compras da empresa X souber que a empresa dele está contratando um Gerente Comercial com experiência Y (no caso, exatamente a sua) e te encontrar em sua rede de contatos, ele certamente poderá te indicar para o responsável pela vaga (com a ressalva de que não o conhece pessoalmente, mas de que vale o contato e a avaliação).

Só para complementar e finalizar esse ponto. Se hoje você não está buscando novas oportunidades de emprego e por isso não acha interessante aceitar convites, aqui vai um recado do Harvey Mackay (considerado o mestre do Networking e escritor do Best-Seller “Dig your well before you get thristy”) pra você:

“Não importa o estado da nossa situação atual de trabalho, nós devemos estar sempre adicionando contatos ao nosso banco de dados de maneira que tenhamos as pessoas de que precisamos quando estivermos prontos para buscar parceiros, empregadores, conselheiros, investidores, e qualquer pessoa que possa nos ajudar. “

✣ Qual é o grande “X da questão”?

Aceitar um convite significa que mais uma pessoa agora faz parte do seu Network (rede de contatos) ✔, mas não significa que você está fazendo Networking (tendo contato) com aquela pessoa, que você tem contato com ela, nem relacionamento ✗.

Você leu o A arte de fazer Networking: qual é o segredo? Não? Então leia porque ele é DECISIVO para você ter uma rede de contatos colaborativa e eficiente.

Tudo começa do básico até virar avançado. Então comece agradecendo o convite que recebeu e perguntando como pode ser útil àquela pessoa ou simplesmente se colocando a disposição.

Em seguida, veja atentamente o perfil daquela pessoa e entenda como ela pode lhe ser útil. Talvez ela tenha feito o MBA que você queira fazer e você pode pedir uma opinião.

Continue fazendo o trabalho de construir e solidificar sua reputação na rede. Para ler um resumo de dicas sobre como fazer isso, clique aqui e leia o final do artigo. Não deixe de ler todos os artigos da série “Turbinando seu Perfil no LinkedIn” listado ali também.

Por fim, lembre-se que a palavra de ordem do LinkedIn é interação (sempre com qualidade). No post passado “A arte de fazer Networking: qual é o segredo?” também dei um lista completa de como interagir com a rede. Aproveite!

★ MUITO IMPORTANTE ★

O LinkedIn aconselha enfaticamente que devemos nos conectar somente com as pessoas que conhecemos. Eu discordo dessa postura e inclusive acho que a demanda de seu público os fará repensar esse política um dia, em breve (minha opinião).

Enquanto isso, cuidado para não prejudicar pessoas!

Ao recusar o convite que alguém gentilmente lhe enviou,  o LinkedIn pode interpretar que necessita restringir a conta do remetente. Antes de fazer isso (se for a sua vontade), sugiro enviar uma mensagem para a pessoa perguntando educadamente qual o motivo da conexão.

Leia mais sobre isso no site de Ajuda do LinkedIn.

E para que ninguém fique inseguro de te enviar um convite, deixe claro em seu Resumo que você aceita todos os convites de conexão, pois você está no LinkedIn para enriquecer sua rede de contatos. Pronto!

✣ Conclusão

Se ninguém pode te fazer mal por estar conectado a você pelo LinkedIn e ao mesmo tempo essas conexões podem lhe abrir diversas portas, por quê não aceitar todos os convites?

✓ Um dia você pode precisar pesquisar o mercado de Manaus e contar com a ajuda de alguém de lá;
✓ Um dia você pode ajudar um profissional de Curitiba que está de mudança para São Paulo a entender como são os custos de vida da cidade;
✓ Um dia você pode indicar sua irmã para o gestor da empresa onde ela gostaria de trabalhar, por ele ser uma conexão sua;
✓ Um dia você pode ser indicado por um contato “desconhecido” para assumir um desafio interessante, pois ele buscou em sua rede de contatos alguém com sua experiência.
✓ Um dia tanta coisa pode acontecer…

Enfim, não feche portas antes mesmo de saber que elas poderiam existir.


Alerta para perfis falsos ☹

Atenção apenas para os perfis falsos. Eles não querem fazer negócios com você, mas sim ter acesso a sua preciosa lista de contatos. Preciosa porque se você ainda não considera sua Network como um ATIVO, você deveria repensar sobre o assunto.

Mas, contudo, entretanto, porém… levanto alguns pontos sobre isso: (1) Mesmo sem se conectar a você eles podem ter acesso a seus contatos através de outros; (2) Ter acesso não significa ter contato, nem relacionamento; (3) Todos os que estão no LinkedIn estão cientes de que estarão expostos a outras pessoas. Portanto, se você, sem querer, adicionar um perfil falso, isso não é o fim do mundo! 

Se quiser saber mais sobre como perceber que se trata de um perfil falso, clique aqui.


Você concorda com a minha opinião?

☝ Se tiver alguma coisa contra aceitar todos os convites, eu gostaria de saber porquê e agradeceria se pudesse compartilhar aqui.

Abraços,

Camila Donati

25 respostas em “Aceitar ou não todos os convites do LinkedIn?

  1. Concordo com seu texto/artigo Camila, só não adiciono raramente aqueles que usam o Linkedin para fazer propagandas, como de Planos de Saúde, Odontológicos, Vendas de Imóveis que estão realmente muito distantes da miha area de atuação empresarial.

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  2. Olá Camila,
    Ótima matéria e seguramente ajudará aos usuários que possuem dúvidas sobre o uso da “ferramenta” bem como agregará aos usuários que acessam o site diariamente.
    OBS: há uns dois anos atrás, eu só aceitava o usuário que eu conhecia ou que tinha alguma afinidade de mercado….mas mudei completamente pois o “desconhecido” também poderá agregar de alguma forma.
    Abs
    Luis Roberto

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  3. Oi Camila,
    Tudo bom? Excelente blog, viu?!?
    Eu concordo com a ideia de aceitar convites de desconhecidos, maaaasss me sinto extremamente desconfortável em aceitar o convite de um desconhecido com aquela msg padrão do LinkedIn.
    Eu mesma já convidei desconhecidos, mas tinha um objetivo e deixei claro na msg.
    Acho que o problema de aceitar esses convites sem propósito claro é ter uma rede de desconhecidos que, no final do dia, não servirá pra muita coisa, já que não serão realmente um laço que eu possa, por exemplo, pedir para me apresentar alguém.
    Bem, esse é um tema que reflito muito. Não sei se estou sendo radical…
    Abs e obrigada pelas dicas,
    Rebeca

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    • Rebeca, tudo bem?
      Obrigada! Fico muito feliz em saber que gostou do blog.

      Entendo perfeitamente seu ponto! Mas, o que eu pondero quando recebo um convite com mensagem padrão é que nem todos sabem como usar o LinkedIn, mas nem por isso são desinteressantes para mim.

      Para contornar esse situação eu aceito o convite, mas envio uma mensagem logo em seguida (1) agradecendo e (2) me colocando a disposição para o que ela achar necessário. Com isso comecei a receber MUITAS respostas, onde as pessoas já indicavam porque tinham me adicionado.

      Acabei de falar sobre isso no post que publiquei há 20 minutos aqui! Dá uma olhada.

      Abraços e obrigada.
      Camila

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  4. Totalmente de acordo! Tenho mais de 3.000 contatos, muitos deles no exterior, os quais são possíveis de interagir para conhecer outras culturas, mercados e treinar o idioma. Muito bom o artigo, parabéns!

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  5. Pingback: Quem convidar para fazer parte da nossa rede do LinkedIn? |

  6. Olá Camila

    Hoje tirei o dia para pesquisar sobre o assunto|: Aceitar conexões e Fazer conexões.

    Assim como eu, centenas de profissionais estão em busca de ampliar a rede de contatos, seja por motivo de busca por recolocação ou troca de conhecimentos da área.
    sou totalmente a favor em adicionar conexões que não conhecemos pessoalmente, mas que possuímos conexões, grupos, interesses, áreas em comuns.
    O Linkedin “aconselha” adicionar ou manter contato somente com quem se conhece, mas como ampliar a rede e oportunidades sem que possamos também adicionar conexões que não conhecemos pessoalmente?
    Tive recentemente uma experiência em que o alto executivo retornou meu InMail dizendo que tem por costume adicionar quem conhece pessoalmente e que aconselhava, conforme o Linkedin orienta, eu fazer o mesmo.
    Respondí que respeito o posicionamento, mas que acredito que podemos ampliar a rede mesmo não conhecendo pessoalmente, a partir do que temos em comum com contato desejado. Não sei como este executivo receberá este feedback, no entanto, é minha opinião.
    Seja no mundo virtual ou real, conhecer e ser conhecido depende de uma ação, o contato propriamente dito e efetuado.
    Obrigada por sua contribuição!

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    • Katia, bom dia.

      Muito obrigada por compartilhar um exemplo real com todos nós.

      Concordo com seu ponto de vista, como pôde perceber em meu artigo, mas não são todas as pessoas que pensam assim. A consequência disso pode ser a perda de oportunidades para quem se limita a ter em seus contatos somente profissionais que conhecem pessoalmente, mas cada um colherá o que plantar.

      Parabéns pela postura e por enxergar o LinkedIn de maneira ampla. Espero que isso te traga excelentes resultados.

      Grande abraço.

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      • Olá Camila

        Novamente obrigada pela sua disposição em dar o feedback.

        Compartilho aqui que sou assinante do Linkedin a 04 anos e já me recoloquei através da rede por duas vezes, com oportunidades magnificas de aprendizado e crescimento, e acredito que desta vez será da mesma forma. Será através da rede de contatos que a oportunidade de um novo desafio será concretizada em minha trajetória profissional.

        Por este motivo que busco contribuir com melhoria do serviço oferecido, para que haja critérios e boas práticas e não pré-conceito de alguns usuários, tanto do alto escalão quanto do mais simples cargo.
        É preciso humanizar as relações de forma urgente neste cenário virtual.

        Abraços e excelente jornada!

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      • Katia, mais uma vez parabéns pela postura e desejo muito sucesso no novo caminho que encontrará.

        Concordo com seu ponto de vista e posso dizer que uma das minhas grandes missões é ajudar a construir o LinkedIn em que eu quero estar. Tudo começa através de pequenas atitudes individuais, então que tenhamos as nossas!

        Grande abraço e sucesso!

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  7. Muito bom o artigo!
    Porém, me faz ver através de outro angulo.
    Acredito e sigo a linha de raciocínio de não aceitar concorrentes.
    Imagino que aceita-los seria apenas uma maneira que criar uma oportunidade para os mesmos atingirem sua rede de contatos diretamente.

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    • Luis, entendo seu ponto e acredito que devemos adaptar, para cada mercado distinto, as minhas sugestões desse texto.
      Para muitos mercados, o concorrente ter acesso aos seus clientes não significa que tomará seus clientes. Mas mesmo se essa associação for direta e válida para seu mercado, por que não estar conectado com seu concorrente para tentar ganhar os clientes dele (dentro do “jogo limpo” do mercado, é claro)? Eu sempre busco pensar de maneira ampla, pensar no dia de amanhã, pois meu concorrente pode admirar o jeito que eu trabalho e me oferecer uma oportunidade, de trabalho ou de parceria, e vice-versa, eu também posso admirar a forma como ele age no mercado e querer tê-lo em meu time (isso é um modelo mental muito comum em headhunters: identificação de talentos). Enfim, eu não conheço seu mercado, mas sei que na grande maioria deles ter acesso a m cliente não significa ter um cliente. Se o o seu serviço/produto foi realmente bom, você corre menos risco ainda. E para completar, é sempre bom ter nossos “inimigos” por perto, observar o que estão fazendo melhor do que nós (para evoluirmos) e pior do que nós (para sabermos nosso real valor e poder vender isso para nossos clientes).

      Desculpa se me alonguei na resposta, mas acho válido propor reflexões! Grande abraço e obrigada por compartilhar sua opinião.

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      • Resposta incrível! Agradeço pelo tempo disposto para a analise de meu questionamento. Particularmente prefiro respostas desse tipo, que nos levam a pensar através de todos os ângulos ainda não refletidos.
        Quanto a meu ramo de negócios, o maior problema é na vinculação de clientes e fidelidade, a qual raramente existe nas contas de grande porte. Por comercializar contratos que são renovados anualmente, o próprio setor da empresa contratante busca a analise de profissionais para elaboração de cotações. Verifiquei que através do Linkedin que, caso eu faça um contato diferenciado e particularmente bem “elaborado” de imediato, consigo atingir um nicho de mercado ainda não trabalhado. Porém, corro o risco de mostrar essa situação para os concorrentes que hoje não estão utilizando o total potencial da rede.
        Por outro lado, acredito que sua analise a respeito de manter os “inimigos” por perto e poder observa-los é muito interessante. Além de que, a imagem de que o concorrente tem acesso aos meus clientes, assim como eu tenho acesso aos clientes dele acaba sendo muito significativo.

        Vou reavaliar minhas ideias e rever meus conceitos a partir desta semana.

        Muito obrigado.

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      • Luis, fiquei muito feliz com sua resposta.
        Sucesso pra você e sempre que quiser – e puder – compartilhe suas experiências aqui comigo e com meus leitores. Você será sempre bem-vindo.

        Abraços.

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  8. Parabéns pelo artigo! Muito interessante sua colocação!

    Eu não pensava como você sobre adicionar todas as pessoas que nos procuram, mas hoje refletindo melhor faz sentido seu ponto de vista desde que seja inciado um contato com o usuário. As vezes é automático apenas aceitarmos ou negarmos um convite e isso é errado. O ponto chave, na minha opinião, no seu artigo é ao aceitarmos um convite, nos colocamos à disposição para trocar informações e iniciar discussões.

    Abraços e obrigado!

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    • Ricardo, obrigada pelo seu comentário.

      Fico muito feliz em saber que expondo meu ponto de vista pude contribuir com suas reflexões sobre o tema e, inclusive, colaborei para que você “mudasse de opinião”. Concordo plenamente com você sobre o ponto chave que menciona, pois é o que efetivamente tem me trazido resultados.

      Muito sucesso pra você! E espero vê-lo por aqui novamente.
      Abraços,
      Camila.

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  9. Camila, bom dia!
    Parabéns pela matéria nota 10.
    Vivemos em uma era colaborativa para crescimento coletivo, pois quem não atentar-se aos eventos atuais pode estar perdendo ou melhor já perdeu e vai perder grandes oportunidades de trabalho, simplesmente por comparar ou até mesmo confundir comportamentos entre as redes sociais, ou seja, um convite no LinkedIn é bem diferente de AshleyMadison, Zoosk, be2, e tantas outras, nada contra porém, contudo, todavia existentes grandes diferenças…
    Sejamos uma equipe na qual cada um tem a sua função, mas não esqueçamos de uma única coisa, ninguém é melhor que ninguém, porém quando estamos em equipe somos uma fortaleza em prol da vida e da empresa e acima de tudo dos nossos sonhos!

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