Turbinando seu perfil no LinkedIn #8: Otimizando todas as seções

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Caríssimos leitores,

Nossa série está chegando muito perto do fim e se você nos acompanhou já está aproveitando quase o máximo potencial do seu perfil no LinkedIn. Hoje pretendo abordar os campos que ainda não foram mencionados aqui (Idiomas, Formação Acadêmica, Recomendações de competências e especialidades) e voltar ao Bônus do post anterior para comentar brevemente algumas das seções opcionais que eu considero mais interessantes (Interesses, Dicas para contato, entre outras).

Compare as diferentes estratégias utilizadas em 3 perfis prontos de LinkedIn:


Calma, parece que ainda falta muito, mas você está quase terminando. De maneira geral, todos esses campos podem enriquecer seu perfil e atrair o interesse do seu público-alvo, aquele que você já definiu no post #5: Aperto de Mão Virtual (Seu Resumo).

Idiomas

Existem muitas nuances sobre a resposta colocada em relação ao nível de conhecimento dos idiomas e pretendo colocar pra vocês algumas observações. Já resumindo o que falarei adiante:

  • Níveis Básico e Intermediário: Você não consegue usar o idioma para fins práticos.
  • Níveis Avançado e Fluente: Você consegue usar o idioma para fins práticos.

O que nivela seu conhecimento em um idioma é o quanto você o utiliza na prática, diariamente ou com bastante frequência, e se ainda o utiliza atualmente. Isso porque você pode ter se formado na escola de inglês e ter um diploma de proficiência tirado em 2005, mas nunca mais exercitou e provavelmente hoje está com o inglês “enferrujado”, como se diz no mercado, sem condições de utilizá-lo para demandas avançadas.

I DOBásico: Você conseguiria usar o idioma para alguma coisa na prática? Provavelmente não, então não coloque. É comum encontrar perfis com alguns idiomas em nível básico e a conclusão para isso é: tal pessoal não fala nenhum desses idiomas. Certo?

Intermediário: Neste nível você fala com dificuldades e escreve/lê de forma regular (provavelmente não passa apertos como turista em viagens). Na prática, se uma função exige que o profissional fale espanhol, um nível intermediário não atende, então ele é visto como alguém que não fala espanhol.

Avançado: Aqui espera-se que você mantenha uma conversa sem dificuldades no idioma. A leitura e a escrita são muito boas, apesar de você não estar familiarizado com todos os termos e expressões idiomáticas.

Atenção!! Se seu inglês (ou outro idioma) estava neste nível em 2012 quando recebeu um amigo estrangeiro em visita pelo Brasil e depois disso você nunca mais utilizou, avalie se não voltou para o Intermediário. Ou se você esteve fora do Brasil no mês passado e conseguiu pedir cafés, perguntar horas, falar que era brasileiro e comprar uma passagem de trem, você pode estar se sentindo seguro no idioma, mas no dia a dia do trabalho será exigido muito mais de você. TESTE: Você faria um call com estrangeiros neste idioma por 1 hora, falando sobre seu negócio? Você enviaria uma proposta escrita detalhada sobre seus serviços (sem erros de conjugação e tempos verbais) para um estrangeiro? Você representaria sua empresa em uma feira internacional?

Fluente: Significa domínio total do idioma. Você é praticamente um nativo. As pessoas te consultam para tirar dúvidas sobre a língua. Porém, é muito comum profissionais com nível avançado colocarem que são Fluentes no idioma, justamente querendo mostrar que não é um avançado que acabou de sair do Intermediário, mas sim um Avançado que um dia foi Fluente.

Considerações sobre o conflito Avançado X Fluente

Você será testado em inglês, espanhol, francês ou qualquer que seja o idioma que você disser que tem conhecimento. Não passe vergonha, não pague mico, nem perca uma oportunidade de emprego. Muitas vezes as empresas que precisam de profissionais fluentes em inglês contratam profissionais com nível avançado, pois este nível satisfaz as necessidades práticas do dia a dia.

Porém, existem alguns mecanismos virtuais de busca e leitura de currículos que não colocam esta inteligência na seleção e fazem um filtro para que somente os currículos com idioma inglês fluente sejam selecionados para a próxima fase. Mesmo fora das ferramentas virtuais, os profissionais têm medo de não atender aos pré-requisitos de uma vaga que exige inglês fluente por ter preenchido como inglês avançado. Neste ponto, caros leitores, não tem certo e errado. Gostaria de dizer para que vocês digam somente a verdade (como sempre orientei em meus posts), mas nesse caso vocês podem perder uma oportunidade de emprego por falha do recrutamento.

Se tiverem um nível avançado, não vejo muito problema em colocar fluente para evitar o problema acima, lembrando que você deverá provar na prática, em uma entrevista em inglês (ou qualquer outro idioma), ou em seu dia a dia, que consegue mesmo manter uma conversação. Porém, se tiverem um nível intermediário, não é possível colocar avançado, pois na prática existe uma diferença enorme entre os dois níveis.

Aqui vai outra sugestão: Se você tem dúvida sobre o nível de inglês (entre avançado e fluente), pode optar por não colocar nada, afirmando apenas que fala inglês.

Formação Acadêmica

Seja honesto em relação ao prazo de início e término dos cursos, mesmo que não se orgulhe de ter feito a graduação em 6 anos ao invés de em 4, pois ficou deslumbrado com as festas da faculdade nos primeiros anos. Obs.: Intercâmbios são “motivos de orgulho”. Digo isso, pois quando a mentira é descoberta (e será) ela custa caro, mesmo que ela apareça anos depois e te cause uma crise de credibilidade com seus subordinados. O mesmo raciocínio vale para pós-graduações, MBAs, Mestrados, etc.: deixe claro se você concluiu (tem diploma) ou não o curso.

Recomendações de Competências e Especialidades

Eu, particularmente, acho que o número de recomendações de competências perderam credibilidade nesse novo formato proposto pelo LinkedIn.

Digo isso porque recebo diariamente recomendações de pessoas que nunca tiveram contato comigo – e devem estar fazendo isso por gentileza ou interesse – sobre competências e especialidades como: Power Point, Negociação, Inglês, entre outras. Primeiro que ter uma recomendação sobre Power Point não me interessa. Segundo que muitos dos que estão me avaliando nunca conversaram comigo em inglês.

O LinkedIn está o tempo todo sugerindo que as pessoas te recomendem e que você recomendem outros contatos de sua rede se suas configurações estiverem abertas para: “Incluir meu perfil nas sugestões de recomendação enviadas às minhas conexões” e “Exiba sugestões para que eu possa recomendar minhas conexões”.

Bom, eu não vou alterar estas configurações porque quero continuar a entender como funciona – e quem sabe alguém que me interesse para algum negócio ou parceria esteja querendo chamar minha atenção e eu possa aproveitar a oportunidade. Porém, não dou mais valor para estas informações quando as vejo nos perfis dos outros.

O que elas têm de importante:

  • Exibem uma lista de competências e habilidades que resumem sua experiência.
    • Como você pode excluir as que não te interessam e adicionar as que você gostaria de listar, não se importe com o número de recomendações, mas sim com a competência/habilidade exibida.
  • São influenciadoras diretas dos motores de busca do LinkedIn.
    • Trabalham como palavras-chaves a serem buscadas e encontradas. Por exemplo, se algum recrutador precisa de alguém com experiência em SAP e você listou essa sua competência, você tem mais chances de aparecer em sua busca.

Como extrair o melhor dessa seção:

  • Enxugue a lista o máximo possível, deixando apenas as competências que você reconhece que tem ou que gostaria de ser lembrado por:
    • Isso ajuda a direcionar as sugestões de recomendações que aparecerão nas páginas de outros usuários para tais competências filtradas e, consequentemente, aumenta o número de recomendações que você tem sobre tais especialidades.
    • Não se importe com o número de recomendações que recebeu e sim com o conteúdo.
    • Exclua os termos repetidos ou que fazem referência ao mesmo assuntos para deixar essa seção mais limpa e organizada. Eu escolhi ficar com todos os termos em português, por exemplo, então exclui “Negotiation” e fiquei com “Negociação”.

Seções Opcionais do LinkedIn

(Trabalhos Voluntários, Organizações, Reconhecimentos e Prêmios, Notas de provas, Cursos e Matérias, Patentes, Causas que você apoia, Organizações apoiadas, Projetos, Publicações, Certificados, Interesses e Dicas para entrar em contato).

Razões para adicionar tais seções ao seu perfil:

  1. Em uma conjuntura onde temos mais profissionais do que vagas disponíveis, você precisa se diferenciar ainda mais;
  2. Quanto mais informações relevantes sobre você forem divulgadas, mais chances você terá de dizer o que alguém está procurando: Você não sabe QUEM ou PORQUE alguém se interessaria pelo seu perfil. Não se espante se uma lista de recomendações for decisiva em sua contratação ou se suas publicações sobre determinado tema te colocarem na frente da disputa por uma vaga (Relembre esse assunto no tópico “Quais experiências colocar?” do último post).
  3. Para finalizar, atualmente ter diploma de Graduação, Pós e MBA é comum, a grande maioria dos profissionais tem. O grande diferencial dos dias atuais é encontrado nos detalhes. Quais são os seus?

Comentário Geral sobre as seções disponíveis

Reúna tudo o que você tem de material interessante sobre você e sua história e divida entre os tópicos acima. Não precisa ter algo a dizer em cada tópico, pode ser que você tenha apenas 3 projetos e nenhuma publicação, ótimo! Aqui você terá oportunidade de ser valorizar e de criar sua marca (Leia novamente o post #7) “com lastro”, ou seja, dando referências concretas sobre tudo o que falou sobre você nos outros tópicos ou adicionando informações novas.

Você tem liberdade para trazer, inclusive, assuntos pessoais. Se você, aos 15 anos, projetou uma nova cadeira de rodas para a sua avó, pode colocar (isso seria um projeto bastante interessante). Mas cuidado com os excessos e com a relevância. O exemplo da cadeira de rodas é algo bastante diferenciado, mas ter construído um carrinho de rolimã (como todos da sua época) já não é.

Atenção para o sigilo de alguns projetos que você possa ter liderado ou participado em outras empresas. O bom senso deve ser utilizado sem moderação.

As seções que merecem destaque (na minha opinião)

  • Dicas para entrar em contato:
    • A intenção de existir desse campo obviamente é como uma forma de deixar claro por onde você quer ser contatado pelas pessoas (E-mail, Telefone Celular ou Fixo, WhatsApp, enfim). Mas aproveite este campo para convidar as pessoas para alguma ação (convide para um café ou para uma visita em seu escritório), ou para reforçar sua abertura para receber contatos para parcerias, se for o caso. O importante aqui é deixar claro que as pessoas podem te contatar sem achar que estão incomodando e, dessa forma, incentivar a construção de relacionamentos. Relembre alguns pontos aqui: Post #3: Reinventando o Básico.
  • Interesses:
    • De acordo com o conceito de Biografia 3D sobre seu perfil no LinkedIn (como explorado anteriormente no post #6: Dando poder ao seu resumo, destacado em azul) o campo de Interesses pode conter informações sobre seus interesses pessoais.
    • Utilize o máximo de palavras-chaves que você puder nesse campo e potencialize as chances de se encontrado pelos motores de busca. Pense nesse campo também como um resumo do resumo, e coloque informações de forma mais direta e objetiva. 

Todas as outras seções merecerão destaque se você tiver conteúdo para expor. No meu caso, adicionei dois projetos com capacidade de geração de negócio para mim: A pesquisa de Atratividade do Interior de São Paulo e a série Turbinando seu Perfil no LinkedIn. Confira AQUI.

Aguarde o próximo post sobre recomendações de profissionais que já tiveram oportunidade de trabalhar ou estudar com você. Fecharemos essa série com chave de ouro!

Grande abraço,

Camila

3 respostas em “Turbinando seu perfil no LinkedIn #8: Otimizando todas as seções

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