O que esperar de 2015 em relação às contratações?

O ano de 2014 terminou com muitas incertezas em relação a 2015. Essas incertezas continuam nos primeiros dias do novo ano e devem permanecer por um período não muito curto. Os rumos da nossa Economia, as diretrizes do novo governo Dilma – agora com novos Ministros – e as respostas do mercado investidor e consumidor recebem diferentes leituras dos Economistas.

Nesses momentos o questionamento que nós, headhunters, mais recebemos é: Mas e as contratações, como ficam? É justamente sobre isso que vou falar brevemente nesse post.

emprego

Caros, como já tive oportunidade de mencionar no post “Crise é sim oportunidade na carreira. Pra quem?”, o dinheiro não desaparece, ele apenas muda de mãos. Ou seja, mesmo com um crescimento do PIB estimado em 0,2% para 2014 pelo boletim Focus, alguns segmentos cresceram mais do que outros. Dentro do mesmo segmento, algumas empresas cresceram mais do que outras. Algumas empresas fecharam as portas, é verdade, mas outras iniciaram ou expandiram suas operações. E aqui temos que tomar cuidado com um pensamento errôneo automático e comum:

Se o país, em geral, não está crescendo, as empresas não vão querer contratar.

O PRIMEIRO erro dessa afirmação: As empresas não contratam apenas em momentos de crescimento.

Como também já tive oportunidade de dizer neste Blog, no post “Tem certeza que tem a melhor equipe?”, em momentos de crise as empresas reavaliam suas equipes buscando a maior produtividade possível, sempre com o menor custo. Ou seja, é nessas horas que um profissional com salário alto e pouco produtivo é substituído por outro melhor preparado com salário menor (às vezes o salário pode ser o mesmo, o que importa agora é ter o melhor time para trazer resultados rápidos e eficientes).

Continuando nessa lógica, muitas empresas enxergam este momento delicado como a hora certa para investir na contratação de um excelente profissional para vender mais ou para otimizar custos, ou ainda para criar um novo produto – tudo isso pensando em “salvar a empresa”.

O SEGUNDO erro dessa afirmação é: Contratar nem sempre é uma decisão ativa, ela pode ser uma decisão passiva.

Imagine uma empresa que perde seu Gerente Comercial para a concorrência (que está investindo para sair da crise). A não ser que ela consiga sobreviver sem este Gerente por ter uma excelente equipe já engrenada, ou até mesmo um sucessor preparado (ou quase preparado), esta empresa necessariamente terá que contratar um novo Gerente.

Demissões

É certo que haverá demissões, não apenas em cargos menos estratégicos (para cortar custos), como também em cargos mais estratégicos (busca por eficiência por menores salários). Também é certo que seu emprego pode estar em perigo, se você estiver empregado. Se for seu caso, preste atenção nas dicas do post “Crise é sim oportunidade na carreira. Pra quem?”.

O verbo “enxugar” tem sido bastante utilizado e, na prática, significa fazer o mesmo com menos gente envolvida. Pequenas, grandes e médias equipes têm sido “enxugadas”, restando apenas pessoas-chaves que acabam acumulando as funções dos que foram demitidos.

Para quem está buscando recolocação

Porém, se você não está empregado e está buscando se recolocar no mercado, não vejo motivo para pânico. Certamente não existe o mesmo volume de vagas como existiria se estivéssemos (Brasil) crescendo e com diretrizes bem definidas para o futuro próximo. Porém, pelo pouco que explicitei acima podemos perceber que as oportunidades sempre existem, por motivos diversos.

A lição básica para este momento delicado é: Diferencie-se.

Cenário 1: Se você está buscando recolocação e investiu em sua carreira a ponto de apresentar, hoje, diferenciais concretos, como especializações, fluência em outras línguas, ou qualquer que seja o conhecimento ou a experiência mais valorizada em sua área: Parabéns, você terá mais chances em um momento econômico como o atual. Talvez você tenha que saber negociar melhor seu salário e ceder um pouco em termos de valores, mas há empresas procurando por você.

Cenário 2: Se você está buscando recolocação, mas não deu atenção a cursos e especializações, ou às experiências relevantes que possam contribuir com as empresas nessas situações, nem tudo está perdido. Porém, considere ter um pouco mais de paciência para encontrar um novo emprego e ceder um pouco mais em relação ao salário. Isso porque a vaga de um profissional menos qualificado e menos diferenciado pode não ser prioridade para as empresas nesse momento. A conta é simples: investimento X retorno. As empresas estão buscando profissionais com potencial de alto retorno primeiro.

Não deixe de acompanhar a nossa série “Turbinando seu perfil no LinkedIn” que voltará a ser publicada agora em Janeiro. Essa é uma excelente maneira de se diferenciar. 

Cenário 3: Se está empregado, mostre seu valor, prove que você é importante na estrutura trazendo melhores resultados. Reivente-se. Nessas horas as empresas também estão testando a resiliência de seus funcionários, uma vez que é fácil “vestir a camisa” quando tudo está bem, o difícil mesmo é não desistir e ainda incentivar quem está se desmotivando em momentos turbulentos. Não necessariamente os desmotivados serão demitidos, mas pode ter certeza que os motivados serão vistos com bons olhos e podem ser recompensados.

Lembre-se!!! Nunca é tarde para começar a investir em você. Fazer cursos e especializações que podem trazer resultados para a empresa nesse momento é uma atitude muito positiva para manter seu emprego.

Boa sorte a todos e que 2015 nos surpreenda positivamente.

Abraços,

Camila Donati

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