Saiba o que é levado em consideração em um processo de Recrutamento e trabalhe sua ansiedade.

Boa tarde a todos.

headhunterHoje pretendo trabalhar um pouco a ansiedade daqueles que não estão encontrando emprego, apesar de estarem procurando em todos os lugares possíveis e imagináveis. Sei que nessas horas é normal sentir um pouco de inquietude, por estar buscando uma resposta que não está encontrando.

Acredito que eu possa contribuir com um pouco de experiência sobre contratações, principalmente esclarecendo quais são seus princípios básicos. Nem todos tiveram oportunidade de estar no papel de um gestor que precisa contratar um subordinado, sendo esta uma boa situação para aprender e compreender melhor este processo.

A ansiedade a que me refiro é aquela que ocorre quando você recebe um feedback negativo em relação a sua participação em um projeto para o qual acredita ter o perfil ideal. Isso pode estar acontecendo repetidas vezes e acumulando uma sensação de “rejeição”.

Princípio básico do Recrutamento

headhunterDo ponto de vista da empresa, ela irá definir, de acordo com seu porte, nacionalidade, histórico e atual estratégia, o perfil do profissional que está buscando para determinada função. Isso significa que nem todas as posições de Controller são iguais, por exemplo. O que as diferencia são justamente as singularidades da empresa.

Do ponto de vista do candidato, ele deve buscar uma empresa/vaga que precisa do que ele oferece, em relação a experiência, maturidade, conhecimentos específicos, entre outros quesitos subjetivos. Isso significa que  ser menor ou maior do que a posição (ter mais ou menos experiência) pode ser um impedimento para sua continuidade no processo.

Leia mais sobre aderência. Afinal, o que isso significa?

Entretanto, o candidato também deve ser fiel ao seu planejamento de carreira e muito realista, sabendo que pode precisar aceitar uma oportunidade menor para alcançar um objetivo futuro.

Te convido a aprofundar um pouco mais o assunto comigo!

Ser maior ou ser menor (tecnicamente) do que a posição. Por que isso é tão relevante?

Creio que possa haver algumas confusões em relação a isso: ser menor ou maior do que a posição! Confie nos gestores que definiram o perfil da posição, pois eles sabem exatamente o tipo de desafio que o novo Executivo irá encontrar e o que ele precisará entregar de resultado. Se você for considerado menos ou mais experiente do que o necessário, com certeza há um fundamento para isso e você pode solicitar este feedback, se estiver disposto a ouvir.

…Quando considerado MENOR que a posição.

headhunterSituação A: Quando não há tempo disponível para que o profissional seja treinado para a função, você não pode ser menor do que se espera, pois não corresponderá a expectativa de entrega da empresa que o contratou e esta continuará com o problema que tinha quando iniciou a busca por candidatos: não existe alguém na empresa que possa realizar tal função. Quem tem a experiência certa, e aceita desafios como este, encontra uma excelente oportunidade de colocar em prática o que já conhece, compartilhar este conhecimento e, claro, aprender, nem que seja em menor proporção.

Situação B: Como já vimos aqui, por outro lado, existem empresas que trabalham com espaços de tempo maiores e com possibilidade de contratar um profissional que precise ser treinado. Essa é uma excelente oportunidade para receber investimentos em sua formação.

Entenda melhor a diferença entre as empresas que te formam & as empresas que querem sua formação.

…Quando considerado MAIOR que a posição.

Existem duas situações mais comuns para você se interessar por uma posição menor:

  1. Você vislumbrou uma excelente oportunidade de carreira dentro desta empresa, mas para isso tem que “pagar um pedágio”, como se diz, dando um passo atrás para depois dar dois a frente. OK.
  2. Você quer (ou precisa) arrumar um emprego a qualquer custo.

headhunterNa primeira situação, por mais que você esteja verdadeiramente interessado, nem todos os gestores compreenderão seus planos futuros e você pode não ter esta oportunidade. Também é preciso avaliar se você se enquadra dentro da estrutura, pois um Diretor nem sempre cabe em uma cadeira de Gerente, uma vez que pode ser muito mais experiente que seus pares e até mesmo que seu chefe. Esse quadro fica incoerente e isso é percebido durante sua avaliação pré-contratação.

Porém, quem está contratando sabe exatamente o tamanho do desafio que o profissional encontrará e, na avaliação, muitas vezes percebemos que por mais que o profissional esteja disposto a exercer uma função menor do que já alcançou na carreira, ele não se sentirá desafiado o suficiente ao longo do tempo. Esta situação trará frustração para o candidato e custos para empresa, que precisará contratar novamente alguém para a função. O melhor que podemos fazer nessas horas é tentar mostrar ao candidato o que enxergamos em sua avaliação, pois isso pode ajudá-lo.

Entretanto, existem ocasiões onde esse movimento é muito aceitável. Não há regra…

Além do técnico…

Mas essa não é a única questão levada em consideração. Claro, atender as exigências técnicas da posição é requisito primordial para ser considerado nas próximas etapas do processo, mas o entrevistador quer enxergar além disso quando está te entrevistando. E acredite, a avaliação é feita também para o seu bem, para que você tome a melhor decisão para sua carreira. Acredito que ninguém queira aceitar uma proposta de trabalho e se decepcionar com a realidade durante o dia a dia da função. Por isso, muitos fatores são levados em consideração na hora de contratar um novo Executivo.

Alguns exemplos de análises feitas pelos entrevistadores que nem sempre ficam tão evidentes:

  1. Profissionais acostumados a trabalhar em empresas estruturadas, onde existe um responsável por cada etapa de cada processo interno, onde tudo funciona com velocidade.
  2. Profissionais que sempre trabalharam em empresas de pequeno porte e estão acostumados a ter fazer mais do que a própria função exige.
  3. Profissionais que utilizam inglês diariamente.
  4. Profissionais que trabalham em empresas com Plano de Carreira bem estruturado e sempre sabe qual são os próximos passos possíveis dentro da companhia, além de estarem cientes do que precisam realizar para alcança-los.

Quando nos deparamos (headhunters e profissionais de RHs internos) com estas situações, é preciso avaliar com cautela, critério e muito senso analítico, o que irá motivar este profissional a longo prazo. As experiências não precisam ser repetidas para obtenção dos melhores resultados, ou seja, os profissionais não estão “condenados” a repetirem sempre as mesmas funções/experiências (Sempre trabalhou em empresas pequenas e somente assim será).

O que quero dizer é que muitas vezes nem o profissional sabe o que o motiva diariamente para então definir suas expectativas em relação ao próximo passo de carreira. Nestas horas, nossa experiência o ajuda a entender…:

…que trabalhar em empresas onde tudo acontece com velocidade é uma condição muito favorável para sua realização profissional, pois morosidade o incomoda em grau elevado, por exemplo. Logo, se você aceitar uma proposta para trabalhar em uma empresa na qual para conseguir comprar clipes tem que esperar um mês, provavelmente se desmotivará com facilidade.

… Ou que se você sempre foi infeliz trabalhando em  empresas onde tinha que realizar mais tarefas do que sua função exige (geralmente em empresas pequenas, onde o empreendedorismo é muito valorizado), provavelmente se realizará dentro de uma organização estruturada, com suas funções e limites bem desenhados.

Essas análises não são tão superficiais como os exemplos acima citados, claro. E não há regra, pois cada ser humano é único. Mas cabe ao entrevistador do processo buscar em você estas informações.

Conclusão

Busque oportunidades e empresas que precisam do que você pode oferecer, sem esquecer do que você precisa para continuar se desenvolvendo.

Nossas oportunidades podem te interessar nesse momento! Confira agora.

headhunterO mais indicado, sempre, é conhecer a si mesmo muito bem. Desta forma você poderá filtrar as oportunidades que mais te interessam e estão mais adequadas ao seu planejamento de carreira no longo prazo. Você saberá que tipo de estrutura te agrada, ou que tipo de estrutura ainda precisa conhecer para seu crescimento, por exemplo. Feito isso, ou seja, tendo se auto avaliado, você deve conseguir mostrar para o entrevistador o motivo de querer efetuar tais mudanças ou continuar no mesmo caminho.

Não abordei diretamente sua dúvida? Fique a vontade para me enviar sua questão por email (camila.donati@headsrh.com.br) e eu posso abordar sua questão em um próximo tema. De qualquer, esse assunto continuará sendo abordado nos próximos posts, por ser considerado de extrema importância.

Forte abraço a todos.

Camila Donati

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